segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

RASTAFARI DISSE QUE NÃO CORTA O CABELO

Uma notícia saiu esta semana aqui em Salvador, onde um homem que passou no concurso para a Guarda Municipal disse que não vai cortar o cabelo (ele é rastafari) para usar a farda, pois o seu cabelo é uma afirmação da sua raça, da sua cultura. Ele é ativista de movimento negro. Os superiores dizem que no regimento da Guarda Municipal há o disposto que fala da apresentação pessoal com cabelo cortado. E aí? Ele deve ou não cortar o cabelo? Continuo adorando a participação de vocês por aqui. Beijo

9 comentários:

Verinha disse...

A partir do momento que o rapaz se propõe ao cargo de Guarda Municipal, ele deveria saber antes que estava se comprometendo com todas as condições impostas para ocupar tal cargo. Portanto, essa atitude que considero indisciplinar, não convém a uma pessoa que se propõe a honrar uma farda. E que não é o corte do cabelo que o fará ser ou deixar de ser o negro ativista, e muito menos perder suas crenças culturais e/ou religiosas. Se não souber obedecer às regras, acredito que não será um bom profissional.

Mario Augusto disse...

As situações apresentadas desta forma fizeram o nosso povo progredir socialmente criando e ajustando a sua identidade cultural. Se o cabelo grande atrapalha no exercício da função acredito ser justa a regra, se não, acredito ser justa a luta para a mudança!!

Judite disse...

Boa noite amigo!!!
Não é o cabelo que vai fazer um guarda ser competente ou não.
NÃO deve mudar seu jeito de ser, NÃO deve corta o cabelo,mas,.... se sabia da imposição NÃO deveria ter feito o concurso e a Guarda Municipal também NÃO deveria ter aceito a inscrição de um rastafari.
Abraço FORRRRRTE

Sirius ॐ disse...

As pessoas tem uma dificuldade muito grande em separar a dignidade moral do aspecto físico. Parece ser inerente na cabeça das pessoas esse ciclo vicioso de padrões e modos controlados, essa tentativa de nos tornarmos títeres de uma sociedade que não aceita a diferença, mesmo sendo uma diferença que não agrida a moralidade, mas somente foge dos costumes. Vejo que ideologias de nada valem quando se luta sozinho. Os dreds de um restafari representam não um capricho, mas uma jornada, momentos de uma vida, os quais servem para mostrar a imensa importância do respeito à diversidade, a certeza de que o progresso humano está justamente aí, no respeito à diferença. Não espero que entendam os sentimentos, a dor e a tristeza de alguém que tem que se desprender dos seus valores, princípios e ideologias por uma mera e esdrúxula imposição social, mas espero que, de alguma forma, não sejamos punidores dos que não são iguais a nós, que não vejamos a qualidade pela casca que nos encobre. Essa é minha opinião! Abraços, Rodrigo Reis

Rafael Bassi disse...

Em todo o mundo os Militares tem fundamentado sua conduta em cima de rigorosas normas, aprendida ao longo de muito mais de 3000 anos, que buscam ampliar a qualidade do soldado, resguardando a hierarquia e o respeito às regras preestabelecidas dentro de uma corporação Militar. Assim quem pretende ingressar na vida militar deve entender que estas normas foram apreendidas ao longo de muita vivência em combates ao longo dos anos. Como seria um desfile da tropa, onde o que se procura incansavelmente é a perfeição do movimento, a roupa devidamente passada e vestida, o corte de cabelo igual em todos? O que seria se cada um quisesse fazer a sua maneira?
Só quem já foi militar em um certo momento da vida, sabe verdadeiramente como essas regras, são importantes para a sobrevivência de um, como de todos soldados que se colocam nesta carreira.
Como seria para o Rastafari quando entrasse em treinamento ou em combate com aquele cabelo enorme e tendo que atirar com um fuzil automático que fica muito próximo da cabeça? os cabelos vão prender no ferrolho!!! Ele vai antes prender o cabelo e fazer um rabo de cavalo? Ou em combate corporal? a primeira coisa que o oponente vai fazer é pegar ele pelo cabelo!!! Botemos a mão na consciência!!!
As corporações militares já existiam 2000 anos antes de Cristo. Por tanto tenhamos muito cuidado em criticar e querer mudar o que não conhecemos.

Beth Martins disse...

Medrado, a partir do momento que o rapaz entra em um sistema militar, já deve saber das regras!!! Está o orgulho negro em um "rastafari"?? Não, não está. Mas sim nas ações, caráter....Um abração!!!

Luis Rocha disse...

A analise no meu ponto de vista não deve ficar restrita ao fato de “cortar o cabelo” é sim, da idéia que as pessoas tem de não querer aceitar as regras diante as suas opções pessoais. Há pouco tempo tive uma experiência que vale a pena ser exposta aqui... quando foi realizado o concurso publico para umas vagas temporárias na UFBa, acompanhei minha mãe, que tinha o desejo de tentar uma vaga. Na fila em conversas com alguns candidatos ouvi de muitos deles que iriam entrar, mesmo sabendo que o salário era uma miséria, depois fariam uma greve e resolveriam esta situação.

Ora, se o salário não é atrativo, não entrem. Entrar para fazer greve? Será isso correto?

Será que este jovem já não sabia desta regra? Será que ele não foi informado? Ele fez a escolha e agora terá que se adequar aquilo que ele se propôs. Ao concorrer à vaga, ele já sabia e sinalizou que estava disposto a viver as regras.

Comento muito isso com os padres da Igreja Católica sobre o celibato, se sabem da proibição, porque aceitam e depois vivem numa marginalidade?

Que ele use de sua liberdade, afinal de contas, o concurso Guarda Municipal e suas regras não foram obrigatórios, a escolha foi e ainda é dele!

joel disse...

RESPEITO AS OPINIÕES DE TODOS QUE POSTARAM POREM VEJO QUE FALTA A AGUMAS PESSOAS ALGUNS ESCLARECIMENTOS A CERCA DO ASSUNTO. EM PRIMEIRO LUGAR: A GUARDA MUNICIPAL NÃO SE TRAT DE UMA INSTITUIÇÃO MILITAR E SIM CIVIL LOGO ESSES SERVIDORES SÃO REGIDOS PELA MESMA LEGISLAÇÃO QUE REGE O GARI O PROFESSOR OU O MEDICO(SÃO TODOS FUNCIONARIOS CIVIS).
SEGUNDO LUGAR: CREIO QUE A MAIORIA DAS PESSOA QUE PÓSTARAM NÃO TIVERAM ACESSO AO EDITAL DESSE CONCURSSO POIS SE TIVESSEM SABERIAM QUE EM ESPAÇO ALGUM TRATA EM REALÇÃO A PROIBIÇÃO DO USO DE CABELO.
TERCEIRO LUGAR:PERCEBI QUE AS PESSOA FALAM MUITO EM NORMAS E REGRAS, POIS BEM PELO QUE EU SEI O MANUAL DE REGRAS QUE REGE UMA SOCIEDADE DEMOCRATICA DE DIREITO COMO É O NOSSO CASO É A CONTITUIÇÃO FEDERAL E LÀ NO SEU ARTIGO QUINTO REGE ENTRE OUTROS OS SGUINTES DIREITOS:Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias
OU SEJA O INCISO SEGUNDO DA CONSTITUIÇÃO POR SI SÓ JA LEGITIMA O DIREITO DO RAPAZ DE USAR SEU CABELO RASTAFARI UMA VEZ QUE AFIRMA"NINGUEM SERÁ OBRIGADO A FAZER OU DEIXAR DE FAZER ALGUMA COISA SENÃO EM VIRTUDE DA LEI" SE NÃO TA NO EDITAL MUITO MENOS NA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL QUE É UNICA PARA TODOS OS SERVIDORES OS MAGISTRADOS NADA TERÃO A FAZER SENÃO O COMPRIMENTO DA LEI E GARANTIA DO DIREITO DO CIDADÃO

ivonete disse...

rastafarie não é um cabelo é uma religião.