terça-feira, 14 de abril de 2009

É PRECISO ENTENDER CADA TEMPO, EM SEU TEMPO

Pois é gente, em especial você Breno, que se revoltou comigo, mas os textos são de ALLAN KARDEC, em Obras Póstumas, no item Teoria da Beleza. Coloquei com o objetivo de suscitar o debate, mas também para que abrendamos a ler , a ver com os olhos da razão. Se eu colocasse a autoria, de pronto, muitos iriam logo para a justificativa, sem avaliar o conteúdo...Aquela história de olhar com o coração que ama. Claro que Kardec reproduziu o saber de uma época, porém hoje todo esse material não se aplica ao entendimento dos dias que correm. ENTÃO É SEMPRE BOM QUE APRENDAMOS A ANALISAR COM A RAZÃO, NUNCA COM A PASSIONALIDADE, POIS SÓ ASSIM ESTAREMOS CONSTRUINDO UMA FÉ RACIOCINAA, UMA VIDA DE EQUILÍBRIO. VOCÊ JÁ COMETEU ALGUM EQUÍVOCO POR FORÇA DA EMOÇÃO? ATÉ.

16 comentários:

Breno disse...

Ola Medrado,

Realmente, ja imaginava ser trecho de alguma obra de Alan Kardec, é um assunto de debates, tanto que estava comentando com meu irmão, então por que existiria pessoas ricas, bonitas, e tão ''más'', e por que existiria pessoas negras tão ''boas''?...

Mas depois pensando, cheguei a conclusão que nós classificamos o que é ser bom e ser mau, de acordo com com o que nós achamos...

Mas realmente MAIS DO QUE NUNCA eu aprendi que devemos filtrar tudo o que ouvimos e vemos, continuo não concordando com essa opinião racista de Kardec...

Poxa, eu leio sempre os livros de Kardec, acho que como nossa amiga disse em seu comentario isso pode ter sido algum espírito confuso e não esclarecido.

Muito obrigado, abraços!!!

Breno disse...

Gente, tem uma frase muito bonita que diz que NOSSOS MAIORES ERROS VEM DO FATO QUE SENTIMOS QUANDO DEVERIAMOS PENSAR E PENSAMOS QUANDO DEVERIAMOS SENTIR...

Pronto, não preciso mais falar nada né...

Abraço forte, Breno
rego.cunha@bol.com.br

Judite disse...

Boa noite AMIGOOO!!!!!
Equívoco??? PENSO que NÃO!!! Sou movida pela emoção, me apaixono por tudo que acredito,luto, brigo, defendo...
posso ATÉ já ter EXAGERADO mas NUNCA me enganado.O coração SABE diferenciar, êle NÃO se engana com as pessoas...
Você que tem lido muitas das minhas respostas o que acha???!!!
Abraço FORRRRRRTE

M. Nilcéia Juncklaus Preis disse...

Querido amigo,
O pentateuco da Doutrina Espírita são os livros que representam a filosofia, a ciência e a religião espírita. São os livros doutrinários.
O texto “Teoria da beleza” não pode ser considerado um texto doutrinário, nem consta como parte da codificação, ele foi inserido no livro obras póstumas, eram anotações pessoais de Kardec que ele nunca publicou,.
Sabemos nós, que este livro (Obras Póstumas) foi publicado por colaboradores de Kardec depois de seu desencarne.
Nosso codificar foi um homem de ciência e como tal, estudava e pesquisa usando dados científicos de sua época.
Lembremos que os estudos sobre frenologia (estudo da estrutura do crânio de modo a determinar o caráter da pessoa e a sua capacidade mental) e sobre fisiognomonia (técnica de conhecer e diagnosticar as condições de saúde de uma pessoa pela observação de sinais e formas da face e de outras partes do corpo) estavam em voga e causavam celeuma em toda a Europa, na época. Esses estudos foram, mais tarde, abandonados pela ciência.
Kardec não escreveu o Espiritismo, ele não foi o criador, fundador da Doutrina, tendo sido apenas instrumento da revelação, reunindo e organizando o ensinamento dos espíritos.
As conclusões particulares e as pesquisas por ele desenvolvidas não tem nada a ver com a Doutrina, que NUNCA PREGOU NENHUM TIPO DE DISCRIMINAÇÃO, PELO CONTRÁRIO, PREGA A IGUALDADE DE TODOS OS SERES HUMANOS POR QUE FAZ SABER QUE SOMOS ESPÍRITOS ETERNOS E EM EVOLUÇÃO, E QUE HOJE PODEMOS SER REIS E AMANHÃ ESCRAVOS, HOJE RICOS E AMANHÃ POBRES, HOJE NEGROS E AMANHÃ BRANCOS, OU ÍNDIOS OU QUALQUER RAÇA QUE EXISTA NA FACE DA TERRA.
Quero crer que muito provavelmente se Kardec não incluiu na codificação Espírita suas pesquisas sobre este tema é porque não foi permitido, pois tudo que escrevia e preparava para a Doutrina Espírita passava antes pelo crivo dos espíritos, e se este estudo foi DESCARTADO é porque o mesmo não estava de acordo com a Doutrina Espírita.
Assim a Teoria da Beleza é este estudo, uma idéia inacabada, incompleta, uma pesquisa que estava em andamento, de cunho pessoal, baseada na ciência da época, E QUE NÃO FOI ADICIONADA AO ESPIRITISMO E NÃO FAZ PARTE DA DOUTRINA ESPÍRITA.
Perdoe-me amigo, mas penso que isso precisa ficar bem claro para todos, principalmente para aqueles que estão começando a estudar a doutrina ou mesmo para aqueles que, acessam ao teu BLOG .
Beijo fraterno. Te quero bem!

Nil

Rita Nascimento disse...

Sim Medrado, algumas vezes já cometi equívocos por agir motivada por força da emoção. Venho aprimorando o equilibro entra a razão e a emoção...
Um abraço,

Breno disse...

Isso mesmo Nil...
Concordo plenametnte com voçe!!!

Abração...Breno

M. Nilcéia Juncklaus Preis disse...

Oi.. voltei!!!
Fiquei tão empolgada em escrever sobre as pesquisas de Kardec, que esqueci de responder a tua pergunta.
Claro que já me equivoquei e já errei muito por força da emoção. Quem não? Mas com a experiência vamos apredendo a prestar mais atenção, a raciocinar mais, a ser mais prudentes. É uma caminhada.. longa.. mas necessária!
Tchau

Nil

Julice Vieira disse...

Já sim, claro, acho que mesmo as pessoas que não se consideram passionais já agiram assim em algum momento de suas vidas. Mas aprendi a fazer uma auto análise de minhas atitudes, rever, pedir perdão. Embora muitas vezes não o faça, porque as pessoas costumam pensar que somos bestas quando assumimos demais nossos erros, se aproveitando da situação. Passam a agir como se estivessem sempre corretas. É uma pena que muitas vezes nós precisamos utilizar de artifícios para não sermos humilhados, precisamos de um pouco de orgulho em muitos momentos de nossas vidas.
Um beijo para todos,
Julice.

haziel disse...

Toda citação é original de um todo, não podemos analisar algo sem antes estudar o contexto que este está inserido.
“O negro pode ser belo para o negro, como um gato é
belo para um gato; mas, não é belo em sentido absoluto,
porque seus traços grosseiros, seus lábios espessos
acusam a materialidade dos instintos; podem exprimir as
paixões violentas, mas não podem prestar-se a evidenciar
os delicados matizes do sentimento, nem as modulações
de um espírito fino...
Alan Kardec, Obras Postumas, item Teoria da Beleza
“...Se, nas vossas sociedades infelizes, no vosso globo ainda
mal equilibrado, a espécie humana está tão longe dessa beleza
física, é porque a beleza moral ainda está em começo de desen-
volvimento. A conexão entre essas duas belezas é fato certo, lógi-
co e do qual já neste mundo a alma tem a intuição. Com efeito,
sabeis todos quão penoso é o aspecto de uma encantadora
fisionomia, cujo encanto, porém, o caráter desmente. Se ouvis
falar de uma pessoa de mérito comprovado, logo lhe atribuís os
mais simpáticos traços e ficais dolorosamente impressionados,
quando verificais que a realidade desmente as vossas previsões...”
Espirito Pamphile, , Obras Postumas, item Teoria da Beleza

“Belo, realmente belo só é o que o é sempre e para todos; e
essa beleza eterna, infinita, é a manifestação divina em seus
aspectos incessantemente variados; é Deus em suas obras e
nas suas leis! Eis aí a única beleza absoluta. É a harmonia das
harmonias e tem direito ao título de absoluta, porque nada de
mais belo se pode conceber.
Quanto ao que se convencionou chamar belo e que é verda-
deiramente digno desse título, não deve ser considerado senão
como coisa essencialmente relativa, porquanto sempre se pode
conceber alguma coisa mais bela, mais perfeita. Somente uma
beleza existe e uma única perfeição: Deus. Fora dele, tudo o que
adornarmos com esses atributos não passa de pálido reflexo do
belo único, de um aspecto harmonioso das mil e uma harmonias
da Criação...”
Espirito Lavater, Obras Postumas, item Teoria da Beleza

Após um breve estudo do item Teoria da Beleza, conclui que Kardec e a Espiritualidade apenas queriam demostrar que ao longo de nossa historia o desenvolvimento humano é aconpanhado por uma refinação nos seus traços fisicos. No entanto isso não significa que a beleza de uma pessoa é reflexo do seu desenvolvimento, muitas vezes pelo contrario. Kardec não quiz fazer nenhuma descriminação, apenas exemplificar que os traços fisicos caracteristicos de uma cirvilizaçãos são em parte reflexos dos desenvolvimentos sociais, tecnologicos e morais.
Se pesquisarmos veremos que na epoca em que o artigo foi escrito a cirvilização africana (falo da africana uma vez que é a cirvilização onde encontramos a grande maioria dos negros “puros”) ainda apresentava pouca evolução social e tecnologica, em grande parte devido a escravidão, por isso que Kardec utilizou dessa comparação. E se observarmos com cuidado veremos que os traços “grossos” citados por Kardec veem desaparecendo, o que apenas comprava sua teoria.
Hoje uma raça mais evoluida, em qualquer sentido, que a nossa poderia fazer a mesma afirmação da seguinte forma e sem nenhum teor descriminativo:
Os homens da terra podem ser belos para o eles proprios, como um gato é belo para um gato; mas, não é belo em sentido absoluto, porque seus traços grosseiros acusam a materialidade dos instintos; podem exprimir as paixões violentas, mas não podem prestar-se a evidenciar os delicados matizes do sentimento, nem as modulações de um espírito fino.
Desculpem os erros ortograficos e os equivocos que posso ter cometido.
Estudemos meus irmãos, pois o saber é um dos unicos bem que daqui podemos levar.
Muita paz

Julice Vieira disse...

Haziel,
Acho que devemos estudar sim, estudar muito, mas estudar para mim tem um significado bem mais amplo, analisar o que lemos, pesquisar, refletir, comparar, sem FANATISMO. Será que tudo que lemos nas obras de autores consagrados é verdade absoluta? Será que os seres HUMANOS não cometem equívocos? Será que pessoas simples e humildes não podem nos ensinar algo? Será que Kardec, vivendo hoje, usaria das mesmas palavras?
Todos têm o direito de pensar diferente, isso não significa ausência de estudo, muito pelo contrário.
Um abraço.
Julice.

Breno disse...

Medrado, queria te pedir para voce perguntar as pessoas em sua próxima postagem o que elas acham da tatuagem, faz algum mal? passa para o perispísrito?

Muito Obrigado medrado...

José Medrado disse...

Concordo plenamente com Julice. Há de se ter lucidez para toda e qualquer análise.

haziel disse...

Sim Julice concordo contigo e era essa ideia sobre o estudo que tentei passar, embora ter expressado-me mal.
Em relação a falta de estudo que disse no comentario anterior, estava a referir-me ao fato de estarmos a analisar uma citação de uma obra sem sabermos, na altura, a que abras referia.
Em ralação as suas interrogações, acho que elas são verdadeiras afirmação. E tenho a certeza de que os simples e humildes são os que mais tem para ensinar-nos.
Muita paz a todos

AnaMiranda disse...

Oi gente, confesso ter ficado desapontada por ter sido o Kardec a fazer tais afirmações. Mas não se pode realmente ser radical com o ser humano. Não se pode ter em Kardec um ser dotado de perfeição e isso já esclarece alguma coisa. Acertamos e erramos e é por ai que vamos progredindo. Lendo o que Julice escreveu pude refletir mais e acho que RELATIVIZAR ajuda e muito, ao julgarmos alguém. Afinal ninguém é dono da verdade mesmo. Valeu o debate. Muito bom. Parabéns Medrado. Um fraternal abraço a todos.

Janio Alcantara disse...

Caro Medrado e demais,
Num blog que mantenho, recebi um comentário/indagação se Kardec era racistaou não. Eis que respondi e compartilho com vcs:
Caro Nelson Eulálio,
O Sr. Denizard Hippolyte Léon Rivail nasceu em Lion/França em 03/Out/1804 e faleceu em 31/Mar/1869. Como pedagogo, escreveu 6 livros de 1824 a 1849. Em 1854, ouve narrativas sobre alguns fenômenos insólitos, aos quais presenciou no anos seguinte e passou a investigá-los até descobrir suas causas: os Espíritos (ou as almas dos homens “mortos”). Quando reuniu informações em combate ao materialismo crescente, publicou “O Livro dos Espíritos” (18/Abr/1857) - aqui nasceu a Doutrina dos Espíritos e o Sr. Allan Kardec, pseudônimo do Prof. Rivail, a fim de a produção intelectual deste não se confundisse com os ensinamentos dos Espíritos Superiores, compilados e organizados por Kardec. Depois, da codificação espírita vieram: “Instruções Práticas Sobre Manifestações Espíritas” (1858); “O Que é Espiritismo” (1859); “O Livro dos Espíritos” (1860 - Edição definitiva, revisada e ampliada); “O Livro dos Médiuns” (Jan/1861); “O Espiritismo na sua Mais Simples Expressão” e “Viagem Espírita” (1862); “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Abr/1864); “O Céu e o Inferno” (Ago/1865) e “A Gênese, os Milagres e as Predições” (Jan/1868).
Nos livros acima, estão contidos todos os princípios da Doutrina dos Espíritos Superiores ou simplesmente “Espiritismo”, onde o “pentateuco kardekiano” destaquei em negrito. O Prof. Rivail/Codificador Kardec faleceu em 31/Mar/1869.
(continua acima)

Janio Alcantara disse...

(continuando...)
De Jan/1858 até seu falecimento, Kardec dirigiu e publicou, mensalmente, a “Revista Espírita”, que tinha como objetivo esclarecer conceitos doutrinários, responder perguntas de leitores, além de dar outras informações gerais, inclusive especulações suas, ante as teorias que vicejavam na Europa caucasiana, àquela época, dentre estas a “Frenologia” (estudo da estrutura do crânio de modo a determinar o caráter da pessoa e a sua capacidade mental), desenvolvida pelo médico alemão Franz Joseph Gall (1758-1828), em 1800 e muito difundida no Séc. XIX. A Frenologia (agora desacreditada e classificada como pseudo-ciência) recebeu crédito como um proto-ciencia por contribuir com a ciência médica com as idéias de que o cérebro é o órgão da mente e áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções do cérebro humano.
Assim, na “Revista Espírita” de Abril/1862, Kardec escreveu um artigo intitulado “Frenologia espiritualista e espírita - Perfectibilidade da raça negra”. Também no livro “Obras Póstumas” (1890), publicado 21 anos após sua desencarnação, por iniciativa de seu amigo Pierre Gaetan-Leymarie, consta o texto “Teoria da Beleza”. Nestes 2 textos, o cientista Kardec, um homem de seu tempo, esposou idéias que são OPOSTAS a tudo o que está escrito como “Doutrina Espírita”. A condição de “ser humano” já nos coloca na certeza de não sermos perfeitos. Inclusive, Kardec.
O pensar espírita, contido nas obras no pentateuco da Doutrina dos Espíritos, não faz acepções de raças. É fácil encontrar no basilar “O Livro dos Espíritos” comentários sobre diversidade das raças (Q. 53/54); progressão dos Espíritos (Q.115/116); pluralidade das existências (Q.166); limite do trabalho (Q. 683/684); sucessão e aperfeiçoamento das raças (Q. 688/691); povos degenerados (Q. 786/789); civilização (Q. 7909/793); lei de igualdade natural (Q. 803); igualdade dos direitos do homem e da mulher (Q. 817/822); igualdade perante o túmulo (Q.823/824); escravidão (Q. 829/832); liberdade de pensar (Q. 833/834); liberdade de consciência (Q. 835/842) e livre-arbítrio (Q. 843/850).
Desculpe a extensão da resposta à sua indagação, mas, certamente influenciado pelo “Eurocentrismo” (ideologia sectária que predominou no Séc. XIX, na Europa, e que considerava a cultura européia como a mais evoluída) o que Kardec escreveu sobre a inferioridade dos Espíritos da raça negra, a meu ver, está totalmente colidindo com a filosofia espírita que diz que o Espiritismo pode contribuir para o progresso “destruindo os preconceitos de seita, de casta e de cor, ensina aos homens a grande solidariedade que os deve unir como irmãos” (Q. 799).
Assim, acolho a imperfeição de Kardec, devido a sua humanidade e consigo identificar nele a grande contribuição que organizou/compilou e que é a base de raciocínio/sentimento da Doutrina Espírita, que inspira a ação dos espíritas em prol da fraternidade entre povos de todas as raças. Paz e Bem!